Num momento difícil a nível desportivo, Alejandro Galán deu a cara. O ex-número 1 deu uma entrevista ao jornal Mundo Deportivo onde falou do momento atual, sem vitórias em 2023, mas onde confessou que foi no ano passado, com o excesso de jogos e finais, que teve o seu “pior momento”: “Não havia Alejandro, só Ale Galán. Não via os meus pais, a minha irmã, a minha namorada, meus amigos…”
A entrevista decorreu na Argentina, onde está a ser disputado o Mendoza P1 do Premier Padel, e, conta o Mundo Deportivo, estava combinada uma conversa a três. Porém, à última hora, Juan Lebrón optou por não estar presente.
Assim, sem o seu parceiro, Alejandro Galán falou sobre o atual momento que vive e as dificuldades que tem atravessado em 2023. O espanhol reconheceu que está a ser “um ano muito difícil, com lesões e novos parceiros”, sendo necessário “reencontrar” a “identidade” da dupla com Lebrón.
Sem qualquer título desde Dezembro de 2022, quando venceu o Master Final do WPT, Galán fez o diagnostico do seu momento: “Não depende de nós, tivemos lesões, grandes rivais, paralisações… Em nenhum momento alcançamos o nível que podemos ter. Mesmo assim, estivemos em três finais. No dia em que chegarmos ao nosso patamar, muitos títulos virão.”
Sobre Lebrón, diz que o parceiro está “com vontade”. “O nosso dia a dia é só competir e não temos tido muito tempo para treinar. Acho que a cada jogo estamos a melhorar, mas é difícil que a confiança cresça quando os resultados não aparecem, mas ele está cada vez mais próximo do Juan Lebrón que todos conhecemos.”
Embora 2023 esteja a ser decepcionante do ponto de vista competitivo, Galán confessa que quando teve “o pior momento foi no ano passado, com tantos torneios e finais. Não havia Alejandro, apenas Ale Galán. Não via os meus pais, a minha irmã, a minha namorada, os meus amigos… Quando não cuidei da parte pessoal, passei os piores momentos.”
Tema da entrevista foi também a sua saída de presidente da PPA (Associação Profissional de Jogadores). Galán explicou que “chegou a hora” de sair por ter cumprido os seus objetivos – “Melhorar a situação dos jogadores e criar uma associação forte” – e precisar de se dedicar mais à sua carreira.
Sobre a batalha que travou na defesa dos direitos dos jogadores, Galán considera que não tem havido mudanças em relação ao acordo entre a Damm [dona do World Padel Tour] e o Premier Padel, deixando o recado que, se algo falhar, será o torneio organizado pela FIP que terá primazia: “Desde que o Premier nasceu, se tivéssemos de escolher, era cem por cento no Premier o nosso futuro.”
