Será a primeira grande competição de 2024 e, acima de tudo, promete ser o passo inicial para o arranque de uma competição que reúne todos os ingredientes para ser, nos próximos anos, uma prova marcante. A Hexagon Cup, que contará com quase a totalidade dos melhores jogadores mundiais – Sofia Araújo incluída -, será disputada entre 31 de Janeiro e 4 de Fevereiro na Arena Madrid, e, a cerca de três semanas do arranque do evento na capital espanhola, Carlos Almazán, diretor geral da Hexagon Cup, explicou em entrevista ao jornal AS quais são os objetivos para esta primeira edição: consolidar a marca, expandir o padel a novos mercados pela associação ao evento de Rafa Nadal, Andy Murray, Robert Lewandowki ou Eva Langoria, mas também oferecer “um grande espetáculo”, onde os adeptos de padel terão a oportunidade de ver duplas diferentes das habituais.
Na conversa com o diário desportivo espanhol, Carlos Almazán, que como jogador venceu por Espanha o primeiro Mundial de veteranos de padel, começou por explicar que na Arena Madrid haverá, para além de três campos, será criada “uma cidade com todo o tipo de oferta hoteleira”, o que proporcionará todas as condições que se torne numa “semana muito atrativa”.
Sobre como os aliciantes do torneio, o diretor geral da Hexagon Cup salientou que “inscreveram-se os melhores homens e mulheres” e, no draft, surgiram “praticamente quatrocentos atletas para completar as equipas”. “Da super elite, só faltaram Juan Lebron e Ale Galán, que por questões pessoais decidiram tarde”, apontou.
Assim, ter os melhores do mundo “gera expectativa”, havendo ainda o aliciante de ver “duplas diferentes” daquelas “que veremos ao longo do ano”. “É certo que, pelo modelo de competição, será um espetáculo”.
Querendo começar por “consolidar-se como uma prova de referência no calendário e atrativa para os jogadores”, a Hexagon Cup quer ajudar a expandir o padel internacionalmente, o que acontecerá, segundo Carlos Almazán, ao ter na prova “uma equipa com o nome de Rafa Nadal, outra de Murray que terá grande impacto na Grã-Bretanha, a de Lewandowki para os mercados polaco e alemão; a de Eva Longoria nos Estados Unidos, ou Porto Rico com alguns empresários muito proeminentes na ilha”.
Já a olhar para o futuro, Almazán garante que “a indústria do lazer que está interessada” em ter ligação à prova, revelando ainda “que há mais atletas de alto nível que têm interesse em entrar com uma equipa no futuro; tenistas, jogadores de futebol, alguns do Real Madrid, por exemplo”.
