O presidente da Federação Internacional de Padel, Luigi Carraro, deu nesta quinta-feira uma conferência de imprensa no Qatar onde analisou alguns dos principais temas do padel mundial. O dirigente italiano considerou que a organização das duas primeiras etapas no Premier Padel como “muito positivas” e revelou que, até ao final de Março, deverá ser anunciado o país que vai organizar o Campeonato do Mundo.
Carraro abordou ainda a polémica da semana: o jogo “quente” nos oitavos-de-final do Qatar Major, entre Galan/Lebrón e Yanguas/Garrido. O presidente da FIP, revela que o relatório do árbitro e do supervisor do torneio será analisado, não descartando a aplicação de castigos.
Na conversa com os jornalistas em Doha, Luigi Carraro começou por destacar a qualidade da organização das etapas na Arábia Saudita e no Qatar. “Estamos muito felizes. Riade nunca teve um grande torneio de padel e o saldo é muito positivo: bancadas cheias, jogadores felizes… Foi um sucesso. Em Doha é a terceira edição e quero agradecer à Federação de Ténis do Qatar, que continua a ser a melhor organizadora que trabalha connosco”, afirmou.
Ainda sem um local confirmado para o Campeonato do Mundo, que será realizado no final do ano, o líder da FIP revelou que há “interesse de vários países”, apontando para uma decisão em breve: “Acho que no final de Março devemos anunciar a sede. Será um grande Campeonato do Mundo, com certeza. Também vamos celebrar um Europeu muito diferente, porque as condições serão muito boas, tal como nos Mundiais. Estou feliz porque as competições por equipas são muito importantes para a FIP.”
De fora da conversa não ficou a polémica que envolveu, principalmente, Lebrón e Yanguas nos oitavos-de-final do Qatar Major. Luigi Carraro não descartou uma possível sanção, garantindo que este tipo de acções são sempre analisadas internamente. No entanto, sublinhou também que compreende a postura de Lebrón.
“Como presidente da FIP, posso dizer que há procedimentos que são sempre seguidos: o árbitro faz o seu relatório no final do jogo, o supervisor fará o seu relatório sobre o torneio. A partir daí vai ser analisado, claro, mas do ponto de vista de adepto, quando o atleta está em campo e quer vencer e lutar por algo importante, como é um Major, é normal que haja tensão, muita tensão. Acho que o pedido de desculpas de um profissional é algo que deve ser sempre valorizado”, afirmou Luigi Carraro.
