No mundo da alta competição onde o “politicamente correto” é quase sempre a opção seguida pelos profissionais, Franco Stupa é um dos que foge a esse estereótipo. O argentino, de 28 anos, é conhecido por dizer sempre o que pensa sem filtros e, em entrevista ao jornal espanhol AS, manteve a regra: ” Eu sou assim. Digo o que penso e aceito o que os outros possam pensar.”
Stupa começou por abordar a concorrência, dizendo que “Coello e Tapia começaram como aviões”, beneficiando dos “courts rápidos”, enquanto Chingotto “não falha um balão” e Galán “tem muitos remates vencedores”. Sobre Juan Lebron e Paquito Navarro, Stupa não tem dúvidas de que serão “outra grande dupla”, realçando que Paquito “acaba de ser pai”, o que lhe dará “outra responsabilidade”.
O argentino não deixou ainda de criticar o arranque do Premier Padel 2024: “Acabamos de jogar quatro torneios ao ar livre em condições extremas, mau para o espetáculo e terríveis para os jogadores. A quarenta graus e com muita humidade, as partidas não devem ser disputadas.”, uma vez que no padel os jogadores ficam “presos em jaulas de vidro onde o ar nem flui e fica difícil respirar.”
Analisando o arranque da temporada ao lado de Martín di Nenno, Stupa diz que os argentinos estão “sempre a tentar melhor” para “serem mais competitivos”, mantendo o sonho de ser o número um”: “Alcançá-lo com o Di Nenno seria ótimo, porque tenho respeito e consideração por ele desde criança.
No entanto, esta época os “Super Pibes” contam no currículo com quatro meias-finais, sem qualquer presença no jogo decisivo. Stupa acredita que isso mudará na Europa. “Agora, em Bruxelas, será um torneio indoor, num court que não será tão rápido.”
